Dando seqüência ao post de ontem, hoje vou dar uma passadinha sobre o real significado da expressão “alta costura” aqui no blog pra vocês, chicotes queridos.
É muito comum que as pessoas utilizem essa expressão erroneamente para se referir à peças mais bem acabadas, de alguns ateliês que as fazem sobre medida. Mas não, minha gente, roupas feitas sobre medida não podem e nem devem ser consideradas como alta costura.
Lá no fim da década de 1940, com a criação do prêt-à-porter, a moda perdeu muito do seu glamour já que o princípio da vez não era a idéia de único e exclusivo, mas sim o fato de vender e usar peças fabricadas massivamente. Com isso, no início da década de 1960, um grupo de jovens criadores parisienses resolveu se organizar, construindo Maisons (casas, em português) pela Champs Elysées – principal Avenida de Paris – e apresentando coleções extremamente luxuosas para um público restrito.
Com o tempo a moda foi tomando seu glamour novamente, e para que a coisa ficasse o mais correta possível, criou-se um regulamento junto a Chambre de commerce et d’industrie de Paris, que patenteou o título de Alta Costura na França, exigindo uma série de “deveres” a ser cumpridos por uma marca antes que essa receba o título de Maison.
Entre essas exigências estão: A casa deve exibir duas coleções por ano com no mínimo 35 entradas e saídas; deve ter toda a produção feita inteiramente à mão; deve ter o ateliê situado na Champs Elysée, em Paris.
É importante que se diga que tudo começou, entretanto, com o costureiro inglês radicado em paris Charles Frederick Worth, tido até hoje como o pai da Alta Costura, mas que o conceito de alta costura do Worth sofreu mudanças até os dias de hoje.
Portanto, bonita, não vai sair por aí dizendo que tem roupa de Maison ou ateliê de alta costura se Eloá não tiver sido feita em Paris e inteiramente feita à mão. Sua roupa pode sim ter valor, ser linda, em bom material e muitíssimo bem acabada, mas né, alta costura a gente agora sabe que é oooutra coisa =P

