30 de novembro de 2011

Diana Vreeland

Se hoje as editoras de moda são referência de competência, disciplina e atitude não é por causa de Anna Wintour. Antes de Anna nascer, Diana Vreeland, a verdadeira mãe de todas as editoras, já comandava o setor de moda da Harper’s Bazaar. Depois de 25 anos na Harper’s Bazaar, Diana assumiu, em 1962, o cargo de editora-chefe da Vogue Americana. Ela comandou a revista com mãos de ferro, transformou a Vogue America na mais respeitada do mundo e definiu o estilo e a postura das editoras de moda que conhecemos hoje.

Depois de Diana Vreeland as publicações de moda nunca mais foram as mesmas, ela implantou o senso crítico nas matérias, passou a escolher modelos profissionais no lugar de socialites para a capa das edições, mandava que as fotografias fossem retocadas por artistas, fez parcerias com fotógrafos famosos, como Richard Avedon, além de criar conceitos para os editoriais. Quando jovem, sua mãe e irmã a criticava sobre sua aparência, isso motivou sua busca por novos padrões de beleza, foi Diana que transformou Twiggy, Marisa Berenson, Barbra Streisand e Anjelica Huston em padrões de beleza.

Diana era uma pessoa muito peculiar, era considerada o verdadeiro “diabo” e percussora do perfil autoritário que hoje pertence à Anna Wintour. Relatos contam que ela demitiu uma assistente por não gostar do barulho que seus saltos faziam e que suas assistentes eram obrigadas a usar bijuterias barulhentas com vários guizos para que a editora soubesse o quão próximo elas estariam.

Manteve o mesmo penteado a vida toda, sempre com fios negros e curtos, nas unhas e nos lábios o vermelho predominava, assim como nas paredes do escritório e em sua residência.

Em 1971 foi demitida da Vogue por “excesso de criatividade“, mas na realidade Diana havia estourado o orçamento da revista. Ela passou um tempo viajando e quando voltou a N.Y. assumiu o cargo de curadora no Costume Institute of Metropolitan Museum of New York.

Diana morreu em 1989 quase na miséria, sendo cuidada pelo amigo e co-editor da Vogue André Leon-Talley. Diana se foi, mas suas frases e ensinamentos foram imortalizados por sua sabedoria.

Recentemente foi lançado o livro “The Eye Has To Travel”, acompanhado de um documentário e uma exposição sobre a vida de Diana. Vale a pena conferir!

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