Há mais ou menos 1.400 a.C., uma civilização mediterrânea ganhou destaque pela indumetária única. Localizada no mar Egeu, Creta desenvolveu novas formas de confeccionar as roupas e consequentemente o estilo próprio de se vestir.
A indumentária cretense apresentou uma nova modelagem, se comparada a de seus contemporâneos (os egípcios e os sumerianos): os homens usavam um short com uma “cueca” bem cavada dos lados usado por cima, deixando o tronco nu, que poderia ser de linho, lã ou couro. Também usavam cintos adornados ou feitos inteiramente de metal, com ouro, prata e bronze. Já as mulheres vestiam saias com babados sobrepostos, e uma espécie de colete ajustado deixando os seios à mostra. Por cima da saia havia um avental que, como a cueca masculina, também era cavado nas laterais. O destaque da modelagem é a cintura extremamente marcada para ambos os sexos, causando um efeito “violão” no corpo, bem ajustado. Como a cintura era muito fina, supõem-se que as pessoas usavam cintos apertados desde a infância.
Os cabelos eram compridos e na maioria das vezes encaracolados. As mulheres usavam-os meio soltos meio presos, adornados com chapéus e contas coloridas. Também adoravam adereços como braceletes, colares, golas e presilhas. Os olhos eram marcados, o que sugere o uso de cosméticos.
Porém, ainda pouco se sabe sobre esse povo. As informações são obtidas a partir de escavações do Palácio de Cnossos, e muitas delas ainda ainda estão sendo restauradas.

(Fonte: livro ‘A roupa e a moda’ – James Laver)
