Múmias, pirâmides, faráos…Aqui no blog moda você fica sabendo tudo sobre a indumetária da terra da Esfinge!
Ao norte da África, por um período de aproximadamente três mil anos a.C., surgiu uma sociedade bastante rica em termos de tecnologia, arte e arquitetura. Através desses elementos, foi possível observar o modo de vida e os costumes desse povo, inclusive sua indumentária. Por ser uma sociedade estruturada por castas (classes sociais que se mantêm imóveis e irrelacionáveis), a cultura permaneceu inalterada durante anos de sua existência.
O uso de roupas no Egito antigo servia para distinguir as classes. A mais baixas e os escravos, principalmente as mulheres domésticas, andavam quase ou completamente sem roupas, sendo visto com naturalidade e não algo pornográfico. A grande maioria da população raspava a cabeça por completo devido a grande infestação de piolhos. Com isso, usavam muitos adereços de cabeça, como perucas, feitas de de linho ou palmeira, ou até mesmo cabelo natural. Os que mantinham os cabelos, usavam de forma bem caracteristicas, com os fios enrolados. Já os guerreiros usavam capacetes de metal em forma de elmos.
Por serem representados sempre com os olhos bem marcados, supõe-se que o egípcios já detinham alguma tecnologia para produzir cosméticos. As classes mais abastadas adorava enfeites e andava adornadas de jóias. Os faráos usavam peles de leopardo jogadas por cima dos ombros, para demonstrar poder.
O uso de fibras animais era considerado impuro para o feitio das roupas, e por isso fizeram pouco uso da lã. Assim, desenvolveram o cultivo do algodão, sendo considerado até hoje um dos melhores do mundo. Os tipos de roupas mais usados foram o chanti, que era basicamente um pedaço de tecido amarrado na cintura como uma tanga. Existiam em vários tamanhos e quanto mais nobre fosse a classe mais requintado era, com bordados em ouro, pregas e gomas. O haik era uma túnica longa, usada na maioria das vezes pelas mulheres. A kalasires consistia num sobre-túnica transparente usada por cima do haik ou do chanti. Já o arkh era um traje típico usado pelos sacerdotes, que vestidos, representavam os deuses. Para os adereços, existia o oskh, que era uma gola larga coberta por jóias, cobrindo o peitoral, usado tanto por homens quanto por mulheres; e a kafle, um adereço de cabeça feito em papiro usado pelos nobres e faráos.
A imagem acima mostra o rei faraó usando o chanti, oskh, e adereços como braceletes e a coroa. A rainha está vestida com o haik, a kalasires, o oskh e um adereço de cabeça da realeza.
(Fonte: livro ‘A Roupa e a Moda’ – James Laver)
