A mais ou menos 27.000 anos atrás, o homem começou a usar roupas para se proteger, já que a natureza não lhe proporcionou uma proteção natural. Com isso, o homem se aproveitou das peles dos animais caçados para cobrir o corpo. No entanto, essas peles eram usadas de forma desordenada e à medida que secava, elas endureciam e ficava quase impossível dar-lhes forma. A maneira mais simples foi a mastigação (ainda hoje, as mulheres esquimós passam parte do dia mastigando as peles trazidas por seus maridos). Mas foi com a descoberta do ácido tânico (entre 15.000 e 10.000 a.C.), presente na casca de algumas árvores, como o carvalho e o salgueiro, que tornaram as peles permanentemente maleáveis e à prova d’água.
No mesmo período, surge um outro avanço tecnológicode de extrema importância: a agulha de mão. Feitas de marfim de mamute, de ossos de rena e até mesmo de presas de leão-marinho, a agulha tornou possível costurar pedaços de pele e moldá-los ao corpo, dando início ao que chamamos de modelagem.
Entre 3.5000 a 3.000 a.C., surge na região da Mesopotâmia os primeiros povos considerados civilizados. Nessa região foram desenvolvidas fibras vegetais e animais. Lãs e pêlos foram penteados, compactados e costurados com a finalidade de se construir roupas, tapetes e tendas. Cascas de árvores eram mergulhadas em água e em seguida dispostas em camadas, até se juntar e formar uma espécie de tecido.
A civilização suméria, que habitavam as cidades mais ao sul, ganharam destaque por desenvolverem uma escrita conhecida como cuneiforme (em forma de cones). Sua indumentária é bastante peculiar e apresenta saias e vestidos longos feitos de lã penteada e prensada em formas de tufos (um tipo de feltro) dispostas em camadas, chamada de kaunaké. Essa peça era usada tanto para homens quanto para mulheres. Os cabelos, também de ambos, e barbas eram compridos e frisados.
E assim se deu o início da Indumentária. Lembrando que esse estudo se baseia nas pinturas, gravuras e desenhos encontrados em cavernas e escavações, e portanto não se pode afirmar ao certo sobre os costumes daquelas épocas.
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(Fonte: livro ‘A roupa e a Moda’ – James Laver)
